Reflexão Sobre Espiritualidade

Fico rindo sozinho desse povo que acredita que espiritualidade não existe. Que não é possível obter conhecimento de todas as religiões, mesmo TODAS possuindo o mesmo propósito, que é a evolução daquilo que alguns chamam de sexto sentido, outros de terceiro olho, enfim, nomes são apenas palavras.

Para iniciar esse texto, é preciso que você entenda que a linguagem jamais será capaz de traduzir aquilo que nosso espírito sente. E você precisa entender também que nem tudo que eu falo é traduzível como aquilo que você conhece ou pensa. “Espírito” para mim não é nada daquilo que vemos nos filmes de terror, etc. Para mim, espiritualidade é apenas nossa força interior, nossos sentimentos mais profundos. Aqueles que mesmo nossa mente não consegue compreender. Ou seja, o transcendental.

“As melhores coisas não podem ser ditas porque elas transcendem o pensamento. As segundas melhores são mal compreendidas, pois são pensamentos que se referem ao que não pode ser pensado – e ficamos presos com os pensamentos. As terceiras melhores são as que nós falamos.”

Tem uma galerinha que acha que ser ateu é ficar compartilhando links agressivos contra o cristianismo, etc, esquecendo que o problema NUNCA está nas religiões, mas sim nas instituições religiosas. Cristo não era cristão, Buda não era budista, e por aí vai…

Porém, o MAIS cômico e que me faz mijar de rir é ver que ainda existem pessoas tão imbecis ao ponto de criticarem a fé alheia, como se vivêssemos em um mundo puramente físico. Digo que é cômico porque, conforme a ciência está evoluindo, já está sendo provado por cálculos que existem muitas coisas nesse mundo que ainda são incalculáveis (sim, é um paradoxo!).

Existem diversos tópicos onde cientistas provam a existência de deus. Sim, escrevi com letra minúscula propositalmente, afinal aquilo que considero como “deus” não é o mesmo que o ladrão pastor Silas Malafaia usa para roubar recolher seu dízimo.

Acredito no poder da atração. Nada tão exotérico como a parte de signos da revista Capricho, mas creio que o mundo é muito mais do que aquilo que podemos tocar. Creio que existem forças maiores que nós, e que também fazemos parte das criações e das criaturas que são essas forças.

Sei que ficou confuso, afinal estou tratando de um assunto que transcende qualquer pensamento. Mas tentarei explicar.

Nossa cultura acredita em deus como um ser que fica lá em cima, no céu, olhando por todos nós, abençoando os que seguem suas regras e punindo quem sai do trilho. Eu acredito que isso é muito medieval, muito rude, muito primitivo para algo tão evoluído e superior a nós.

O que creio é que o homem está preso demais no que chamamos de “tempo”, sem ao menos tentar compreender por um minuto que “tempo” é um conceito puramente físico, e que se pararmos para pensar, tempo é apenas uma ilusão. Sim, eu sei que usar a palavra “minuto” em uma frase que estou afirmando não haver tempo é no mínimo irônico. Mas calma. Eu sou humano também, e me encontro preso na física, o que complica traduzir em palavras algo que nem mesmo pensar eu consigo direito.

Como diria Joseph Campbell: “Quando começamos a obter mais conhecimento e evoluir nossa espiritualidade, nos identificamos com o princípio criativo que é o poder divino no mundo, ou seja, em você mesmo”.

Quando entramos em um lar indiano, você é uma divindade, e você sente isso pela maneira como é tratado. É algo que nossa cultura não compreende. Estamos acostumados a sermos apenas criaturas, quando na verdade somos criadores de nós mesmos, divindades, deuses. Deus.

“’Vejo que eu sou esta criação’, diz Deus. Quando você vê que Deus diz que ele é a criação e você é uma criatura, então esse deus está dentro de você e daquele com quem você está falando. Há então essa percepção, dois aspectos de uma única divindade.”

A fé existe, sim, e ela é capaz de coisas inacreditáveis. O problema é que em nossa cultura a palavra “fé” anda sempre acompanhada de pessoas que não sabem do que estão falando. Você não precisa de nada nem ninguém para melhorar sua vida.

Pessoas que depositam sua fé em santos conseguem aquilo que desejam; Outros oram para Cristo e também conseguem; Algumas creem e adoram até mesmo Lúcifer, e conseguem aquilo que desejam. O que faz essas pessoas atingirem seus objetivos, se elas acreditam em tantas coisas diferentes? Simples, a fé.

Nada de valor exterior é capaz de mudar nossa vida. Apenas nós mesmos. Deposite sua fé em você, pois apenas você pode dar a volta por cima. Afinal, cá entre nós, se ir pra igreja e dar dízimo mudasse alguma coisa na vida de alguém, a maioria dos evangélicos estariam com a vida feita, não é mesmo? Aqueles que atingem seus objetivos não devem a deus ou a santo algum, mas a si mesmo.

Sei que esse é um assunto muito delicado. Religião é algo bem pessoal. Porém, não me importo em contradizer o que os bitolados afirmam.

Se você se diz cristão, pare e pense um pouco aquilo que você está seguindo. Ser católico ou evangélico não te faz cristão. O que te faz um cristão de verdade é parar de olhar para a vida do outro, é estender a mão para putas, mendigos, e jamais julgar o próximo.

Portanto, se você estiver pensando em me dar um sermão sobre inferno, céu, dizendo que estou blasfemando… bem, saiba que você vai entrar para a lista daquelas pessoas que eu me mijo de rir.

Obrigado pela atenção. 🙂

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