#2 – Diário – As Crônicas Eternas

Esse carnaval me deixou completamente insano. É sério. Eu lia o que eu tinha escrito e só pensava “quem foi o infeliz que escreveu essa bosta?” Relia, relia, relia, e nada de achar bom.

Foi então que joguei a merda no ventilador e comecei a porra toda do zero.

mulher enlouquecendo

Parece meio que uma loucura, mas deu certo.

Essa é minha dica para você que está começando a se aventurar nesse mundo de escrever ficção. Não se prenda a suas vaidades. Você ama o personagem, mas ele precisa morrer? Mate-o, foda-se quem não gostar. A estória é que importa, sempre.

Pensando nesse modo eu peguei a mesma sinopse e recomecei a fazer o sumário narrativo. Retirei centenas de cenas, refiz, mudei, acrescentei, etc, e o resultado me surpreendeu: Em quatro dias finalizei 35 capítulos em meu sumário (antes eu tinha 42 capítulos, isso em quase um ano escrevendo).

A minha conclusão foi que eu não preciso me manter preso àquela ideia inicial. Há dezenas de maneiras corretas para se narrar a mesma estória, e milhões de maneiras incorretas.

Escrever é mesmo um labirinto cheio de armadilhas. Você precisa de cautela e bom senso. No meu estágio (que já se sabe a sinopse e como tudo se desenrolará) você deve começar a deixar sua musa lhe guiar.

Lembre-se sempre que escrever é reescrever.

😀

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#1 – Diário – As Crônicas Eternas

Essa semana não foi tão produtiva em relação a textos, mas os mapas estão a mil por hora. Desisti da ideia de faze-los pelo Photoshop e estou recomeçando a tacar tudo no papel mesmo, feito na mão, na marra, e me dou bem assim.

carto

A cartografia sempre foi uma das minhas maiores paixões, desde sempre. Mas de um tempo pra cá eu tinha dado uma pausa nos mapas e me dedicado apenas aos textos. Acontece que eu cheguei em uma parte da trama que não está sendo possível continuar sem uma noção detalhada de alguns mapas. Então eu abri o Photoshop e comecei a trabalhar.

Foi quando eu percebi uma coisa: Não da! Por mais que seja muito mais fácil se fazer um mapa por meios digitais, pra mim não deu muito certo.

Então voltei às raízes e caí de cara na criação manual. Em breve postarei alguns dos mapas aqui. 😀

#0 – Diário – As Crônicas Eternas

Já faz um tempo que desejo compartilhar a minha experiência ao escrever um livro de uma magnitude tão imensa quanto o que estou criando. Espero que ajude você, caso queira escrever ficção também, e encontra milhares de obstáculos pela frente.

Sem delongas, vamos ao que interessa.

Máquina de escrever

Tudo começou em meados de 2006, quando eu comecei a levar a sério toda essa ideia de criar um mundo próprio, onde a geografia é completamente minha, as estórias, os personagens, etc.

Mergulhando de cabeça nessa empreitada, criei diversos universos, culturas, reinos, cidades, vilarejos e tudo o mais. Toda criação dessa época já está no lixo faz tempo, mas minha ambição de fazer algo concreto e permanente não saía da minha cabeça. Eu precisava terminar o que havia começado, porém sempre fui um desastre nisso.

Passei mais de cinco anos criando, apagando, recriando e reciclando, sem saber onde ia acabar ou por onde comecei. Era uma bagunça total. Eu não sabia o que desejava daqueles meses dedicados à criação. Não sabia se tinha potencial para ser algum dia publicado e estampar as prateleiras das livrarias, e não me importava mesmo se isso aconteceria ou não. Eu só queria brincar de ser escritor.

Até que li uma frase (não lembro onde) que mudou completamente minha vida. A frase era a seguinte:

Daqui a um ano você vai desejar ter começado hoje.”

Acredite, essa frase ficou martelando na minha cabeça feito um sino, e eu comecei a me perguntar o que eu faria da minha vida, afinal, um dia eu ficaria velho e precisaria ter o conforto de saber que fiz algo que me orgulhasse.

Então eu tive uma espécie de visão, uma epifania, e comecei a criar um mundo que posteriormente seria chamado de Mystral. Isso foi só em 2012, seis anos após minha introdução na área de escrever ficção. Esse ano foi bastante evolutivo, e nele as minhas ideias começaram a criar forma, enfeitando meus parágrafos e me trazendo muita satisfação.

O que me fez sair desse casulo que eu me encontrava foi tentar ver de fora a minha vida como escritor. Comecei a me perguntar se gostaria de ser reconhecido pelas minhas estórias, se gostaria de ver meus livros lá nas estantes das grandes livrarias, e se aquilo me traria conforto. A resposta para tudo isso foi “sim, é isso que eu quero”. E então eu parei de brincar de escrever, e comecei a escrever de verdade.

O processo de escrita de uma saga como As Crônicas Eternas é torturante, porém estimulante. Existem dias nos quais escrevo cerca de cinco mil palavras por hora, e outros que escrevo apenas trinta palavras em uma tarde inteira. O segredo foi conhecer meu mundo antes de começar a escrever. Hoje tudo flui de modo natural, seja lento ou rápido, bom ou ruim. Hoje me prendo apenas a seguir meu instinto e minha satisfação de ver uma folha em branco sendo preenchida pelas frases que saem de meu interior.

Então é isso. O segredo de escrever bem é saber que você é sua criação e que aquela criação lhe vê como um semelhante. Ou seja, não tente ser ninguém mais. Seja você.

Escreva você!